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#desemprego #crise #portugal #brasil Plano de Emergência para o Desemprego

Tratamento adequado para o desemprego pode tornar-se um trampolim para o progresso pessoal e nacional (via Plano de Emergência para o Desemprego)

Tratamento adequado para o desemprego pode tornar-se um trampolim para o progresso pessoal e nacional (via Plano de Emergência para o Desemprego)

#economia #crise #portugal #brasil Crise como uma Oportunidade

Juntamente ao lidar com os sintomas, a crise pode anunciar o início de uma nova era na sociedade humana (via Crise como uma Oportunidade)

Juntamente ao lidar com os sintomas, a crise pode anunciar o início de uma nova era na sociedade humana (via Crise como uma Oportunidade)

#solidariedade #sustentabilidade #consumo #economia TEDTalks: Rachel Botsman – O caso para o consumo cooperativo

http://www.ted.com – 

Todas as TedTalks são distribuídas com a seguinte licença CreativeCommons http://bit.ly/9kP45T

«No TEDxSydney, Rachel Botsman diz que estamos “ligados para partilhar” — e demonstra como websites como o Zipcar e Swaptree estão a mudar as regras do comportamento humano.»

#educacao #pedagogia #economia #crise A Psicologia da Economia

Pesquisadores em economia reconhecem os limites do dinheiro como um indicador para a felicidade. 

Os seus estudos demonstram que a valorização do ambiente social e satisfação de dar compõem o “combustível” que vai impulsionar a economia de garantia mútua.

Todo o método científico parte de uma premissa. Nisso, a economia não é uma exceção à regra.Enquanto que as ciências exatas se envolvem em minerais, plantas e o cosmos em geral, a economia envolve-se em algo muito mais volátil e imprevisível: a natureza humana. Tal premissa na economia é o “homo economicus” (o homem econômico) de John Stuart Mill. A grosso modo, o objetivo do homem econômico, nomeadamente cada um de nós, é obter o máximo de prazer pelo mínimo de esforço. E do que gosta o homem econômico? Consumo de bens. Quantos mais bens consumimos, mais temos prazer.Adicionalmente, não estamos interessados em trabalhar duro, então pesamos tudo pela medida do esforço necessário para obtê-lo. O homem econômico deseja maximizar o benefício ao escolher a alternativa que melhor serve as suas preferências sob as limitações de orçamento.

Economia Comportamental: Dinheiro Não É Tudo

Até recentemente, os economistas afirmaram que utilidade podia ser medida através de posses materiais.Ou seja, quanto mais nós consumimos, mais desfrutamos. Esta abordagem levou ao nosso estado atual, em que o dinheiro é o derradeiro indicador de sucesso.

Segundo esta abordagem, o homem é um ser racional, um conceito-chave na economia. Uma pessoa racional vai pesar todas as opções e, finalmente, escolherá a mais gratificante em termos de recursos materiais, dinheiro ou produtos que podem ser medidos com dinheiro. Assim, temos desenvolvido uma visão da sociedade que o dinheiro proporciona um indicador com o qual medir uma pessoa.

No entanto, investigadores em economia comportamental têm demonstrado que as pessoas tomam muitos outros elementos além do dinheiro em conta quando tomam decisões. Um exemplo destes elementos pode ser encontrado numa experiência bem conhecida na economia comportamental, chamada o Jogo do Ultimato . Nesta experiência, dois participantes devem compartilhar uma soma de dinheiro entre eles, digamos, 100 dólares. O primeiro participante oferece ao segundo parte da soma e se o segundo participante concordar, eles .dividem o dinheiro em conformidade. Se não, nenhum deles recebe um centavo. Se de fato o dinheiro fosse o único elemento tido em conta, o segundo participante teria concordado em receber o que foi oferecido, mesmo um dólar, enquanto a outra parte recebe o resto, dado que o receptor teria um dólar a mais que anteriormente. No entanto, em muitos casos, os participantes concordam somente em distribuição igualitária, e estão dispostos a abrir mão de muito mais do que um dólar se sentirem que a oferta inicial é injusta.

O Estudo da Felicidade

Professor de Economia na Universidade Hebraica de Jerusalém, Eyal Winter , explica que, embora seja claro que o homem deve aspirar ao bem-estar econômico, muitas vezes definido como “bem-estar,” na economia clássica o pressuposto é que uma pessoa se esforça para maximizar os ganhos materiais porque, para a maioria da história humana, o sucesso econômico era o equivalente a sobrevivência.Como resultado, um mecanismo evoluiu dentro de nós, que nos leva a obter os meios que nos concedem bem-estar, expresso em dinheiro.

No entanto, os investigadores da psicologia positiva, Prof. Ed Diener e Robert Biswas-Diener, PhD, resumiram dezenas de estudos , e descobriram que “Há majoritariamente pequenas correlações entre rendimento e bem-estar subjectivo (BES) … embora estas correlações pareçam ser maiores em nações pobres. “ Além disso, “As pessoas que priorizam metas materiais mais que outros valores tendem a ser substancialmente menos felizes, a menos que sejam ricas. Assim, mais dinheiro pode aumentar o BES quando isso significa evitar a pobreza e a viver numa nação desenvolvida, mas o rendimento parece aumentar o BES pouco mais a longo prazo quando mais dele é ganho por indivíduos bem sucedidos cujos desejos materiais crescem com os seus rendimentos. ”

Outro estudo interessante “, Vencedores da loteria e vítimas de acidentes: É a felicidade relativa? “comparou o nível de felicidade entre os ganhadores de loteria e as pessoas tornadas deficientes por acidentes. Constatou-se que aproximadamente um ano após o evento, uma pessoa que ganhou na loteria não era mais feliz do que aquele que foi mutilado por um acidente trágico.

A Satisfação em Dar, Cooperação, e Justiça

Embora bem-estar material tenha evoluído como uma necessidade básica, muitas outras necessidades se desenvolveram em nós ao longo de milhares de anos de vida em estruturas sociais. Tal uma necessidade primária que foi formada devido a levar uma vida social é a necessidade de dar e de reciprocidade. As sociedades humanas sempre trabalharam em cooperação reforçada porque isso aumentou a sua sustentabilidade. Homens das cavernas eram de longe mais bem sucedidos na caça e ao se protegerem a si mesmos e aos seus clã quando colaboravam e viviam uma vida comum. Um indivíduo que não colaborava arriscava-se a ser excomungado, o que muitas vezes significava morte certa.

A tendência para cooperar a fim de obter satisfação ainda existe dentro de nós não menos do que o mecanismo acima descrito que tende para o nosso bem-estar material. Um jogo muitas vezes jogado em economia comportamental é conhecido como o Jogo do Ditador . Nele um jogador recebe uma quantia em dinheiro e deve decidir quanto dela manter. Aproximadamente 80% dos jogadores dão algum dinheiro ao outro jogador, e cerca de 20% desses dividem a soma uniformemente. Isto demonstra como dar, cooperação, e justiça nos trazem mais satisfação do que a satisfação que vem com o dinheiro.

Influência Social

A vida em famílias, clãs, comunidades e várias formas de grupos levaram os seres humanos a se medirem em relação ao seu meio social e tomarem decisões baseando-se em emoções que surgem através das suas relações com o meio social. Numa pesquisa sobre os participantes do supramencionado Jogo do Ultimato , a atividade cerebral dos participantes foi monitorada quando tiveram que decidir tomar ou não a quantia de dinheiro oferecida. Descobriu-se que no processo de receber a oferta, duas áreas diferentes estavam a trabalhar no cérebro, a área encarregada de tomar decisões e a área encarregada pela cólera.Quanto mais o participante sentia que a oferta era injusta, mais a atividade da área responsável pela cólera prevalecia sobre a consideração racional, e o participante tendia a rejeitar a oferta e permanecer sem o dinheiro.

Alguém sempre se compara ao meio social, comparando a sua própria situação ao seu grupo de referência. Porque a nossa natureza social faz com que este modus operandi, as emoções de contentamento e satisfação ou indiferença, frustração ou raiva, se junte às considerações racionais. Estas considerações resultam das nossas relações com o nosso meio social. Tais emoções podem levar-nos a fazer escolhas que produzem resultados negativos para conosco e para com a sociedade. Isso foi demonstrado em muitos estudos, tal como “São as Preocupações Posicionais Mais Fortes em Alguns Domínios que Outros?” dos Professores Sara Solnick e David Hemenway. No seu estudo, eles afirmam, “Dado um poder de compra constante de dinheiro, quase metade dos entrevistados preferiria viver num mundo mais pobre, ganhando 200 mil dólares, em vez de 400 mil dólares, se a maioria das pessoas estavam a ganhar 100 mil, em vez de 800 mil dólares.”

No entanto, a combinação de comparar e avaliar, juntamente com a influência do ambiente, pode conduzir-nos, bem como a sociedade, a resultados muito positivos. Em 8 de Abril de 2011, Justina Wheale do The Epoch Times escreveu : “Num novo estudo publicado no Journal of Personality e Social Psychology (Jornal da Personalidade e Psicologia Social), Dr. Karl Aquino e sua equipe descobriram que depois de testemunharem atos excepcionalmente altruístas, as pessoas são mais propensas a elas mesmas atuarem caridosamente. “ Dr. Aquino e sua equipe também escreveram: “Elas têm certa espécie de reação emocional, elas são inspiradas, elas sentem-se de certo modo impressionadas pelo comportamento, elas podem receber graves reações fisiológicas. Muitas dessas mudanças podem, então, levá-las a tentar fazer coisas boas pelos outros. ”

Contágio Emocional

Nós afetamos uns aos outros de mais maneiras do que imaginamos. A nossa influência sobre uns e outros não é só o que vemos e medimos nos outros. Estudos têm demonstrado que nós “infectamos-nos emocionalmente” uns aos outros, e somos “infectados” por eles sem sequer repararmos nisso. Além do fato de que detetamos as expressões das pessoas e deduzirmos os seus estados emocionais, há células no nosso cérebro chamadas “neurônios-espelho”, que reagem ao ver as ações das outras pessoas, ao activar as mesmas áreas nos nossos próprios cérebros, como se estivessmos a realizar a mesma ação.

Mas somos influenciados apenas pelas pessoas que encontramos? Acontece que somos influenciados por pessoas que nem sequer conhecemos. No livro, Connected: The Surprising Power of Our Social Networks and How They Shape Our Lives—How Your Friends’ Friends’ Friends Affect Everything You Feel, Think, and Do [trad. Conectados, O Poder das Nossas Redes Sociais e Como Elas Moldam Nossas Vidas, Como os Amigos dos Amigos dos seus Amigos Afectam Tudo o Que Você Sente, Pensa e Faz], Dr. Nicholas A. Christakis e Prof. James Fowler apresentam o conceito de que todos os seres humanos estão misturados em interconexões e redes sociais. De acordo com Christakis e Fowler, aspectos importantes nas nossas vidas são influenciados por pessoas de até três graus de distância de nós, mesmo que não os conheçamos pessoalmente.

“A nossa própria investigação demonstrou que a expansão da influência das redes sociais obedece ao que nós chamamos A Regra de Três Graus de Influência. Tudo o que fazemos ou dizemos tende a ondular através da nossa rede, tendo um impacto sobre nossos amigos (um grau), amigos dos nossos amigos (dois graus), e até mesmo os amigos dos amigos dos nossos amigos (três graus). … Da mesma forma, somos influenciados por amigos dentro de três graus. “ A nossa saúde, prosperidade e certamente felicidade na verdade são em grande parte em função do que as pessoas de três graus de afastamento de nós pensam e fazem.

A Crise e a Influência do Meio Ambiente Social

Estas conexões se tornam mais complicadas e mais proeminentes à medida que o mundo se torna cada vez mais globalizado. As apertadas ligações entre as diversas partes do mundo tornaram a sociedade humana num único sistema global e integral, levando cada elemento a se tornar dependente de todo o outro elemento no sistema.

Professores em Economia da Felicidade frequentemente pedem ao publico para ver onde as suas roupas e gadgets são feitos, demonstrando o quão dependentes estamos do mundo. Mas a conexão entre todos nós é muito mais ampla e profunda do que a nossa roupa ou smart-phones. Na sua descrição do mundo moderno, o economista Geoff Mulgan escreveu: “O ponto de partida para compreender o mundo hoje não é o tamanho do seu PIB, ou o poder destrutivo dos seus sistemas de armamento, mas o fato de que ele está muito mais unido do que antes. Pode parecer que é composto de indivíduos separados e soberanos, empresas, nações ou cidades, mas a realidade mais profunda é uma das múltiplas conexões. “Sob tais condições, a economia tradicional, que é baseada no individualismo, não está mais funcionando, e a crise global de hoje está provando isso todos os dias. É impossível perseguir ganho pessoal sem incluir a miríade de conexões que afetam todos e cada um de nós.

Em 1996, o sociólogo de renome, Manuel Castells, argumentou persuasivamente que “… uma nova economia surgiu em todo o mundo.” Podemos usar as mudanças que o sistema econômico está atravessando para equilibrar as nossas necessidades materiais com as nossas necessidades sociais.Contudo, quando examinamos a sociedade de hoje, vemos que procurar benefícios materiais e ganho pessoal são desproporcionalmente mais dominantes na sociedade e na media do que nunca. Esta é uma manifestação de consumo que se descontrolou.

Uma pessoa normal nos EUA cruza-se com aproximadamente 600 anúncios por dia , todos cuidadosamente preparados para nos convencer de que a satisfação e os benefícios de comprar o produto anunciado nos fará felizes. Na verdade, a única satisfação obtida é a dos anunciantes. Além disso, as recompensas são frequentemente dadas para sucesso pessoal, ainda que o sucesso venha frequentemente à custa dos outros. Segue-se que uma pessoa fará o máximo para ganhar e se sentir superior aos outros.

Vivemos neste mundo fustigada por duas influências contraditórias. Estamos rapidamente nos tornando conscientes de que somos incapazes de providenciar todas as nossas próprias necessidades, mas precisamos depender dos outros, que por sua vez dependem de nós da mesma maneira. A media, no entanto, arremessam-nos implacavelmente a idéia de que quanto mais cada um de nós tem, mais bem sucedidos e superiores aos outros somos. Estas mensagens rodeiam-nos, embora até agora é bastante claro que não somos auto-suficientes e que a riqueza não é o único meio para a felicidade.

Por um lado, comparamos-nos sempre aos outros, e quando uma pessoa tem mais do que as outras, isso incitará inveja e fará as outras desejarem que essa pessoa seja mal sucedida. Por outro lado, as tentativas de comunismo, onde todos têm o mesmo, falharam amargamente. Na experiência do século XX com o comunismo, nivelar forçosamente bens materiais das pessoas, independentemente das necessidades individuais e sem educação apropriada e explicação, componentes da mudança voluntária, resultou na morte de dezenas de milhões, levando à morte definitiva do regime e uma aura de negatividade persistente em torno de toda a ideia desta filosofia. Soluções forçadas não funcionam, especialmente quando elas diferem radicalmente do seu antecessor. Devemos prestar atenção cuidadosamente a essa lição agora que a humanidade chegou a um ponto de ruptura na sua evolução e está começando a se mover da economia falhada, contemporânea, para uma nova e equilibrada economia, baseada numa conexão de garantia mútua.

Nós não podemos nos separar da sociedade, uma vez que ela nos fornece tudo que precisamos para a vida. Em conformidade, qualquer paradigma ou tentativa de solucionar a crise global com ferramentas da velha economia está fadada a falhar, pois ele deriva de uma abordagem competitiva e egocêntrica, que está se tornando rapidamente obsoleta. Em vez de tentar “forçar” os nossos modelos existentes sobre a realidade, devemos tentar mudar o sistema econômico e a sociedade humana para corresponder à recente realidade emergente. Essencialmente, é uma transformação psicológica. Tal como os humanos desenvolveram mecanismos que nos assistem para lidar com os elementos, hoje podemos adaptar o nosso pensamento para congruência com as condições do século XXI.

Justiça Social e Igualdade

O sociólogo, Ulrich Beck, escreveu no seu livro Admirável Mundo Novo do Trabalho, que na nova sociedade, as pessoas vão realizar “trabalho civil” para o benefício da sociedade. No entanto, como pode uma tal sociedade trazer satisfação e um sentimento de satisfação às pessoas?

A nova sociedade deve reconhecer que se nos medimos a nós mesmos em relação aos outros, nunca nos sentiremos satisfeitos ou que obteremos justiça social. Uma sociedade que deseja existir em paz e prosperidade deve zelar para que cada pessoa tenha a possibilidade prática de levar uma vida completa e equilibrada, livre da necessidade de estar preocupada em providenciar padrões e necessidades básicas.Como descrito acima, o bem-estar material só pode induzir a um certo nível de felicidade, e a sociedade não deve e nem pode igualar a todos financeiramente. Em vez disso, deve haver distribuição baseada numa igualdade idiossincrática relativa, em que cada um recebe de acordo com as suas necessidadesúnicas para uma existência digna razoável. Tal padrão “normativo” de vida será determinado como algo que é garantido para cada pessoa, garantia mútua. Ou seja, o padrão de vida deve ser superior ao da linha de pobreza, e definido num processo colaborativo através de uma forma de deliberação de “mesa redonda”. A igualdade entre as pessoas será expressa não tanto na quantidade de bens ou recursos permitidos a cada pessoa, mas mais na justiça da distribuição e sua transparência.

Além disso, a sensação de igualdade entre as pessoas será expressa em todos terem a habilidade de obter completa realização e preenchimento pessoais e na consciência de que o mecanismo de garantia mútua é o que cria a igualdade e o tão necessitado sentido de justiça. Esta sensação estará em todos os níveis de relações humanas: interpessoais, entre pessoas e estados e entre o paradigma econômico e o social.

Olhar Em Frente – Uma Mudança Que Podemos Fazer

Este mecanismo de garantia mútua diminuirá as lacunas sociais e acabará por eliminá-las. O garantir das necessidades básicas das pessoas para a existência razoável é a diferença chave entre a economia da garantia mútua e a presente economia. Já vimos que os indivíduos têm muitas necessidades que não podem ser encontradas num meio que não encoraja a sua expressão e preenchimento. Quanto mais o meio social apresenta modelos de alegria que existem nas relações sociais, em partilha e em justiça, mais os indivíduos serão capazes de desfrutar da vida numa sociedade onde tais relacionamentos são a norma.Esta é a chave para a mudança, como o Dr. Aquino citou na publicação supramencionada no The Epoch Times , “Nós sugerimos uma técnica alternativa que possa servir para destacar exemplos de bondade extraordinária. Eles são raros por definição, eles não acontecem todos os dias. Mas se pudéssemos identificar estes e torná-los muito mais proeminentes, então isso conseguiria fazer as pessoas pensarem diferentemente sobre as suas vidas e sobre os outros, o que pode influenciá-las e fazê-las fazer o bem. ”

Certamente, há maneiras de enfatizar atos de altruísmo e ver como a mudança afeta cada um de nós. Por exemplo, se uma lista das 100 pessoas que contribuíram mais para a sociedade que qualquer um fosse constantemente publicitada, veríamos como as mesmas habilidades que levaram as pessoas a ganhar explorando as outras, agora as levam a trabalhar pelo bem da sociedade. O mesmo impulso competitivo que nos faz querer ter sucesso às custas dos outros nos levará a realizar o nosso potencial pelo respeito e estima da sociedade. Em acréscimo, quanto mais próximo o interesse pessoal e o benefício social se tornam, mais será concedida a uma pessoa apoio social e público para que ela se realize a si mesma.

O novo “combustível” mudará a nossa natureza de materialista e egoísta para altruísta e pró-social. A valorização do meio ambiente e a satisfação de dar são as chaves para as pessoas escolherem viver as suas vidas dentro de um sistema econômico e social de garantia mútua.

Há um benefício duplo nessa mudança: a atividade para beneficiar a sociedade renderá uma sociedade que existe em paz e prosperidade, providenciando um meio de apoio a todos os seus membros.Adicionalmente, indivíduos serão capazes de realizar totalmente os seus potenciais pessoais e metas, assim ganhando satisfação pessoal, bem como valorização pública.

No presente meio caótico, tal visão pode parecer vaga ou surreal, mas ao simplesmente lutarmos pela garantia mútua, ficará claro que tudo o que é necessário para a alcançá-la é uma mudança psicológica.

Nicholas A. Christakis e James Fowler, Connected: The Surprising Power of Our Social Networks and How They Shape Our Lives—How Your Friends’ Friends’ Friends Affect Everything You Feel, Think, and Do (NY: Back Bay Books, 2011), 26

Mulgan, Geoff, Connexity: Responsibility, Freedom, Business and Power in the New Century (edição revisada) (London: Viking, 1998), 3

Castells, Manuel, Information technology and global capitalism” em W. Hutton e Giddens A.. (Eds.) On The Edge. Living with global capitalism (Londres: Vintage, 2001), 52