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“Deixemos na irónica paz dos túmulos aquelas mentes transviadas que, num passado não distante,…”

“Deixemos na irónica paz dos túmulos aquelas mentes transviadas que, num passado não distante, inventaram para os portugueses um “dia da raça”, e reinvindiquemos a magnífica mestiçagem, não apenas de sangues, mas sobretudo de culturas, que fundou Portugal e o fez durar até hoje.”

José Saramago, via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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“Reparei, num relâmpago íntimo, que não sou ninguém. Ninguém, absolutamente ninguém. (…)…”

“Reparei, num relâmpago íntimo, que não sou ninguém. Ninguém, absolutamente ninguém. (…) Roubaram-me o poder ser antes que o mundo fosse. Se tive que reincarnar, reincarnei sem mim, sem ter eu reincarnado.”

Bernardo Soares, Livro do Desassossego, via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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“O abismo é o muro que tenho Ser eu não tem um tamanho”

“O abismo é o muro que tenho
Ser eu não tem um tamanho”

Fernando Pessoa, via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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“Há mais real grandeza numa alma que se abre, que se alarga, que se aprofunda, do que nas alminhas…”

“Há mais real grandeza numa alma que se abre, que se alarga, que se aprofunda, do que nas alminhas satisfeitas que se contentam. Todo o valor da vida está em se sentir em movimento: em ter consciência da sua dinâmica. ¶ Mudar? Transformar? Revolucionar? É amargo, direis vós? Mas vêde – isto é que é viver, e tudo o mais é morte na Verdade, morte no Erro, morte no definitivo Verdadeiro ou no definitivo Engano. O mundo oferece-nos, ostenta-nos adiante dos olhos, como útero criador de onde mil existências nascem, riquezas sempre novas, fontes inexauríveis de prodígios, e o futuro é cheio de milagres.”

Raul Proença, “Tolerância”, Alma Nacional, 1910, via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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“De mundo em mundo, as portas vão-se estreitando; e tão estreita é a última, que, por ela, só «eu»…”

“De mundo em mundo, as portas vão-se estreitando; e tão estreita é a última, que, por ela, só «eu» posso passar sem «mim»; «eu» a transponho, deixando-«me» para trás.”

Eudoro de Sousa, Mitologia, 1980, via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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“Até agora só tenho visto morrer os outros, não tenho a certeza de morrer eu.”

“Até agora só tenho visto morrer os outros, não tenho a certeza de morrer eu.”

Agostinho da Silva, Conversas Vadias, RTP, via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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